domingo, 22 de junho de 2008

SEM RODEIOS, SEREI DIRETO. (se puder, repasse)

Até onde a maldade humana é capaz de chegar para satisfazer os próprios instintos? Até onde o desejo humano de provar sua "superioridade" pode levar aqueles que julgam estar num estágio mais avançado em relação ao outros animais? Não pude deixar de ficar indignado ao ler o artigo no blog do meu irmão Sóstenez (sostenezalexandre.blogspot.com), falando sobre a questão dos rodeios. O vídeo colocado é no mínimo assustador. Fiquei sensibilizado diante das cenas de violência e maldade para com os animais, e admirei muito a forma como meu amigo e irmão se posicionou diante do assunto.
Na verdade animais, são os pseudohomens que tomam tais atitudes com animais que eles chamam de irracionais. O que querem provar ao montar em um boi ou cavalo? Querem mostrar sua capacidade de dominação? Querem provar que verdadeiramente podem prevalecer sobre outros machos de espécies diferentes? Será que seria difícil demais usar a intelectualidade para comprovar sua diferença? Ah, esqueci, talvez essa intelectualidade seja uma das coisas que lhes falta. Já pensaram em montar em suas mães e irmãs? Talvez montar em seus irmãos ou namoradas? Parece estranho né? Mas pelo menos estariam usando alguém de sua espécie. No chamado mundo animal, nenhum ser vivo usa o outro como meio de diversão coletiva. A caça, a luta pela sobrevivência, o instinto de defesa acontecem por uma questão de manutenção da vida, mas não para fazer surtir emoções ou algum sentimento de superioridade.
Voltamos as arenas romanas, aos circos dos horrores. A diferença hoje é que não temos apenas gladiadores, mas homens aneuromiários buscando satisfazer seu ego e sua idéia de serem realmente machos. Que coisa absurda! Os peões são na verdade marionetes dos criadores. Servem para agradar um público tão ignorante quanto, que se diverte diante do sofrimento do animal (e eu digo do boi ou cavalo, e não do animal que monta).
Outro episódio terrível é em Pamplona na Espanha, na farra do boi. Eu sempre torço pelos touros, gosto de ver quando um homo sapiens sapiens é pisoteado. E não demonstro aqui um sentimento desumano, apenas uma satisfação inversa à ordem normal. Afinal, sentir prazer em ver animais servindo aos nossos interesses de riso e "adrenalina" é permitido? Por favor! Com tantas outras maneiras para extrapolar nossas energias (sexo seria uma boa opção) escolhemos justamente a que causa dor e sofrimento a outros seres vivos. Bem que num sonho coletivo poderíamos imaginar nossa espécie numa situação de submissão. Onde humanos puxariam carroças, seriam açoitados, serviriam como centro de espetáculos, enquanto cavalos, bois, e outros animais tentariam a todo custo explicar que nós não sentimos dor. Quem pensa é direto e não faz rodeios!

LIBERA GERAL! (se puder, repasse)

Será que ainda há solução? Esta pergunta deve ser feita todos os dias, por milhões, senão bilhões de pessoas do mundo inteiro, e talvez do universo, caso exista vida inteligente em outra parte do cosmos (o que particularmente acho provável). Será que existe solução para o planeta, para a violência, para o ser humano, para a poluição, para a desigualde, para a ignorância, para a estupidez, para a insensatez, para as lágrimas, para a dor, enfim, A SOLUÇÃO é o que constantemente procuramos. Sinceramente não gostaria de encontrar a resposta para todas estas indagações, assim pelo menos permaneço em minha dúvida, mas com um possibilidade de esperança. Já pensaram se a resposta for uma negativa? Já pensaram se o fim, certo e sorrateiro, for justamente o cáos completo para o qual estamos caminhando? Realmente essa idéia me causa um certo horror, e até uma repulsa. Tantos anos de evolução, de construção de uma sociedade, de desenvolvimento intelectual e racional, para vermos tudo afundar num emaranhado de egos, desejos e luta pela sobrevivência de uns sobre os outros!
As vezes alguns textos aqui postos parecem meio fatalistas, e demonstram que eu não acredito no ser humano. Na verdade eu não acredito em milagres, eu não acredito em mágica, e as mudanças estão muito mais neste sentido, do que numa avaliação real das coisas. Os textos não expressam necessariamente minha opinião sobre o mundo, mas minha constatação. Constato que o ser humano é egoísta, constato que o ser humano é fatalista, constato que o ser humano está num caminho praticamente sem volta. Não gostaria de compartilhar desta idéia, mas o que posso fazer se ao observador mais atento é assim que as coisas se apresentam? Devemos procurar entender a sociedade como dissecadores de doutrinas e ações, (e não pensadores messiânicos almejando mudanças sobrenaturais), e assim entenderemos que por mais que nossa vontade caminhe em sentido oposto, nossas atitudes nos levam para uma grande incógnita.
Não somos mais duas almas perdidas nesse vôo, somos sim um coletivo de histórias vivendo algo novo a cada despertar. Se estamos realmente nessa ilha, isolados e perdidos, para quem estendo minha mão? Estou perdido! Caramba, só falta me avisarem que mataram meus super heróis!

sábado, 21 de junho de 2008

A LEI MORTA (se puder, repasse)

As leis existem isso é um fato indiscutível. A questão que se discute é sobre a validade dessas leis e a forma como elas são criadas e aprovadas. Quando tentamos rememorar a origem desse processo chegamos a Grécia Antiga, para ser específico ao período clássico, em torno do ano 510 a.C., com o legislador Clístenes e a implantação da democracia. Mas a Grécia nunca foi um símbolo de igualdade, é só observarmos a questão do escravo e da mulher na sociedade anteniense. Mas mesmo assim estipulamos os gregos como referencial.
O direito do voto nos permite a escolha de nossos representantes numa Assembléia que chamamos de Legislativa. Nossos representantes possuem o aval quase total para construir as leis e colocá-las em funcionamento. O interessante porém é percebermos que esses mesmos representantes estão constantemente associados a crimes eleitorais, ou esquemas de corrupção e caixa 2. Como posso me sentir representado diante de tais ações ilícitas por parte de meus "representantes"? (que isso não pareça redundante). Onde habita a legitimidade da lei? Como pode alguém que não tem o senso do certo e errado, ou não opta pelo tal, escolher e definir aquilo que toda uma nação deve ou não seguir?
A lei é feita pela classe que está no poder, e para privilegiar a classe que está no poder. É uma ilusão infantil acreditar que o bem comum é levado em consideração. Mas voltando ao exemplo dos gregos, visar o bem coletivo é algo que nunca foi a proposta dos helenos. Eles visavam o bem dos cidadãos, até porque todos aqueles que não participassem de tal grupo estavam praticamente excluídos de qualquer análise ou preocupação por parte dos governantes. O problema todo está no século XVIII d.C., onde aprendemos a reclamar os direitos de igualdade, liberdade e fraternidade, acreditando que tais lemas deveriam ser aplicados a sociedade como um todo (quando na verdade a burguesia queria apenas refletir um ideal de classe).
Em nenhuma hipótese a situação seria diferente! Pode ser nos planos, mas quando a idéia toma forma, percebemos que realmente quem tem o poder de governar, o faz para si e para os seus idênticos, semelhantes, iguais. Quando os proles assumem o poder governam para seu grupo, quando a burguesia assume o poder, governa para seu grupo. Então o que temos a fazer, não é tentar mudar as leis, mas conquistar um espaço que nos permita criá-las e desse maneira direcioná-las para nosso bem exclusivo, e se nos perguntarem sobre o restante das pessoas, perguntaremos: Que restante???

CADA SER HUMANO É UMA ESTRELA (se puder, repasse)

O individualismo, tenha sido talvez, uma das características mais marcantes do movimento renascentista. Na verdade todas as características que o renascimento apresentou foram marcantes para fazer a sociedade refletir valores e idéias abandonadas, ou esquecidas em detrimento da fé e da razão medievais. O coletivismo medieval impregnou a sociedade com falsas idéias e concepções aplicadas sobre tudo aquilo que se podia imaginar. Coube dessa maneira, aos filósofos da renascença uma nova impressão de suposições.
No presente, podemos afirmar que a sociedade está dividida entre conceitos que atravessaram séculos sofrendo mutações e contribuições. É só recordar, que após o renascimento tivemos a reforma protestante, o movimento iluminista, Revolução Francesa, Revolução Industrial e as teorias socias como o Marxismo. Todas essas idéias nos fizeram abandonar alguns principios clássicos (me refiro ao classicismo greco-romano).
Vigora em nossos dias a moda das idéias coletivas. Dos projetos que reclamam o interesse mútuo. Mas a verdade é que o ser humano apresenta em si, apenas em si único ser, um universo imenso de opiniões, crenças e possibilidades. Tudo o que concebemos como mundo, deus, crença, fé, só existirão enquanto eu, como ser existir. Aliás, todas as formas de sentimento que estão dentro de uma idéia de subjetividade existem apenas comigo. Não há como exetriorizar algo subjetivo, as verdades sentimentais apenas serão verdades para nós. Não podemos provar um sentimento, podemos dar demonstrações do mesmo, mas prová-lo em grau, em essência, está por hora distante de nossas possibilidades. A partir do momento que eu deixar de existir racionalmente, todo o meu mundo também deixará. Quando eu morrer meu universo morrerá, meus amores morrerão, meu deus morrerá, minha fé morrerá, minhas convicções morrerão. Não poderemos sustentar o emaranhado de criações que fizemos. Nossa visão de mundo e nossas opiniões estão relacionadas com nossa carga cultural, pois bem, essa carga cultural particular também deixará de existir um dia. Não cabe a nós tentarmos resolver aquilo que não está em nós. Devemos nos preocupar com nosso fantástico mundo de Bob. "Se você acha o que eu digo fascista, mista, simplista ou anti-socialista, eu admito você tá na pista, eu sou ista, eu sou ego, eu sou ista, eu sou egoísta". E quero ver quem não é!

segunda-feira, 16 de junho de 2008

FUTURO, ONDE? (se puder, repasse)

Talvez o maior equívoco da humanidade tenha sido acreditar que podemos controlar o tempo. Tentamos dividi-lo em passado, presente e futuro e passamos inúmeros momentos sonhando com o que seremos, ou o que faremos, planejando a nossa vida nos mais detalhados termos. E o que isso acaba nos trazendo? O não proveito do agora. Tentar adiantar o que se dará em nossa existência é uma ignorância completa, ignorantes também são as idéias fatalistas, futuristas ou escatológicas. Os verdadeiros profetas foram aqueles que fizeram o hoje acontecer, e não pensaram num futuro distante. Se não podemos adiantar sequer um segundo de nossas vidas, então porque perdemos tempo avançado para além de onde nossos olhos podem ver?
Podemos ser vítimas do instante próximo e absolutamente nada nos dá a garantia do porvir. Ninguém pode lhe dar a certeza de que você terminára a leitura deste texto, ou se terminarei de escrevê-lo. Não conseguimos controlar o futuro, mas podemos comprometer o presente pensando no futuro.
Isso é errado, por isso não farei, do contrário não poderei herdar o céu, não comemos isso hoje porque podemos estar com colesterol amanhã, não falamos isso hoje porque podem ter uma má impressão de nós. E assim vamos sofrendo por antecipação e morrendo por antecipação. A vida é uma confusão incerta que não sabemos quanto durará. Trabalhemos com a hipótese sobre o que aconteceria se todos vivessem despreocupados com o amanhã? Com toda a certeza não iríamos nos conter. Faríamos as coisas de maneira imediata, e nos tornaríamos perigosos e inimigos da ordem. Mas viveríamos, e isso é fato. Viveríamos nossos momentos únicos, sentiríamos o perfume de cada flor, veríamos o brilho de cada estrela, valorizaríamos cada instante, justamente por não saber se ele não seria o último. A vida teria um sabor diferente, experimentariamos intensamente cada sensação oferecida, cada momento ofertado.
Passamos revivendo o passado, esperando o futuro e nos esquecendo do agora, que é a única coisa realmente existente. O passado nos pune e o futuro nos condena, e nós como peças de um tabuleiro/picadeiro para os deuses, somos a estrela morta de um céu em expansão. E quando nos damos conta do que está se passando, simplesmente passou e o presente torna-se aquilo que acabamos de perder por nos culparmos pelo passado e planejarmos demais o futuro.

sábado, 14 de junho de 2008

MUITO PRAZER, SOU SER HUMANO ( se puder, repasse)

"O prazer é uma canção de liberdade, / Mas não é a liberdade / É o florescer dos vossos desejos Mas não é o seu fruto / É uma profundeza que atinge uma altura, / Mas não é o profundo nem o alto / É o que está na gaiola que alça seu vôo / Mas não é o espaço contido.” (Khalil Gibran)
O que é a vida senão uma busca intensa por momentos de felicidade e de gozo? Nossos desejos, sejam quais forem, tendem em sua grande maioria, a ser uma procura louca por um sentimento de bem estar. Mas ao longo do tempo qualificamos esse bem estar na idéia dicotômica do certo e errado. As esferas de poder contribuíram definitivamente para tal transformação. Foram elas as responsáveis por dizer o que era lícito ou não. E assim fomos criando ao longo dos anos as punições para o que sentimos.
O prazer traz a felicidade, e a felicidade traz a sensação de liberdade, de podermos tudo, de sermos o máximo! Isso torna o homem perigoso. Um ser independente, dificilmente se deixa dominar de maneira fácil. Se nos tornamos independentes em caráter, em moral, em encontrar a felicidade, não permitiremos que as esferas dogmáticas atuem sobre nós, então seremos o que nenhuma instituição de poder gostaria que fôssemos: auto-suficientes. Isso seria gravíssimo, pois precisamos ser alienados às verdades que nos transmitiram como sendo imutáveis, mesmo que ela seja apenas um ponto conveniente e que melhor enquadra o desejo de nos tornar servos a serviço de uma máquina de dominação! Afinal, o homem entrou em pecado quando passou a desejar conhecer o bem e o mal. Que coisa mais ridícula! Punir o ser humano pelo fato dele sentir coisas que não estejam necessariamente ligadas ao prazer religioso e a moral religiosa. Para muitas instituições a verdadeira felicidade somente será encontrada quando o homem encontrar-se com a divindade. Pois essa divindade habita dentro da capacidade de cada um de viver e buscar a vida. Quando transferimos a alguém o direito de nos defender ou de nos conceder algo, estamos automaticamente negando a nós a possibilidade de fazê-lo. Assim, se tudo esperamos, nada buscaremos. Isso torna o homem de fato uma figura mínima diante das coisas. Colocamos o peso e a essência do universo em figuras abstratas para as quais passamos a devotar nossa experiência de vida. Essas figuras passam a ser explicadas e defendidas por uma tentativa de religar o homem ao cosmos, daí a palavra religião. As instituições religiosas muitas vezes servem como um instrumentos de limitação, de controle e de orientação de conduta. Transformam-nos em cordeiros num mundo habitado por lobos.
Nessa selva de animais, prefiro ser o caçador, mesmo que condenado por meus crimes, e marcado pelos meus anos de exageros.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

MANIFESTO DA LIBERDADE I (se puder, repasse)

A sociedade deve se purificar do falso moralismo, deve valorizar a essência pura de cada um. Descartar o apego a coisas instáveis e mutáveis. Deve converter-se para uma sociedade de respeito, de confiança e de força. A força está no conhecimento, a liberdade está no conhecimento, e a felicidade está em sermos livres. Mas ninguém conseguirá entender o mundo e as coisas do mundo se doravante não procurar conhecer a si. Somos uma resposta exata, somos o resultado da fusão de corpos que permitiram que a mais fantástica realização acontecesse: A nossa vida.
Viver sob a vontade e permitir que os dias sejam únicos. Não privar o hoje em favor do amanhã, e não chorar hoje pelo que foi feito ontem.
Libertem-se das correntes do preconceito, libertem-se das correntes da ignorância, e busquem em cada simples passar de tempo a razão máxima pela vida. Pergunte a um cego o valor da visão, a um paraplégico o valor do caminhar, a um surdo o valor de ouvir, a um mudo o gosto por falar, e verás que existem belezas que vão além da própria beleza.
Não há regras para vida! Não há regras para viver, cada um construa suas próprias, desde que seja sob a própria vontade. Cada ser é único, e nessa unicidade devemos procurar entender que não há mal em querer, em buscar, em alcançar. Que cada ser respeite seu semelhante, e numa reciprocidade infinita busquem a igualdade para a vida.
Não julgueis aparências, elas são passageiras. As roupas tornam-se fiapos, o dinheiro torna-se migalha, os jantares se consomem, os tênis gastam a sola, as várias cores tornam o mundo mais belo, o amor não se escolhe.
Voe aos mais altos céus, e saberás que sempre poderá voar mais alto. Você é um pássaro livre e deves mostrar que é! Devemos mostrar que somos livres para voar, quem sabe “pegar carona nessa calda de cometa, ver a via Láctea, estrada tão bonita. Brincar de esconde-esconde numa nebulosa, voltar pra casa num lindo balão azul”.