sábado, 16 de agosto de 2008

UMA PISTOLEIRA CHAMADA OLGA (se puder, repasse)

O Brasil assistiu emocionado ao filme lançado há alguns anos atrás, abordando a figura de Olga Benário Prestes. O filme, não muito bom enquanto produção, foi TOTALMENTE tendencioso, já que foi inspirado praticamente numa única obra sobre Olga, o livro homônimo de Fernando de Morais. Sei que está meio fora do contexto abordar esse tema, mas o objetivo nesse caso é demonstrar com um pouco de visão crítica, como somos enganados por imagens criadas a partir de ícones que nunca existiram. Os socialistas de plantão veneram essa mulher como símbolo de luta pela liberdade, e também como uma injustiçada, por ter sido mandada para Alemanha de Hitler por Getúlio Vargas, e morta em 1942. Pois eu apoio a atitude Varguista! Esse "pistoleira" comunista veio para o Brasil, enviada pelo Partido Comunista Soviético, com o objetivo de auxiliar o Sr. Luis Carlos Prestes numa tentativa de golpe para derrubar o governo de Vargas.
Um detalhe importante de se observar, é que a tentativa de tomada de poder pelos comunistas em 1935, conhecida como Intentona Comunista, foi deflagrada num momento em que o Brasil estava num regime constitucionalmente posto. O governo constitucional de Getúlio Vargas (1934-1937) fora reconhecio pela nova Constituição de 1934. Não era democrático, pois a eleição foi indireta, mas estava dentro da lei pelo menos. Mas lei é uma das várias coisas que os comunistas deconheciam. Seriam leis que motivavam Joseph Stálin a praticar os crimes que cometeu? Como os comunistas explicam as milhões de mortes do Stalinismo? Até imagino a resposta. Para tentar se esquivar das atitudes do Camarada de Aço, eles apelam parao revisionismo de Kruschev. Como se uma análise contestatória fizesse reviver as milhões de vidas perdidas durante os anos de comunismo. Engraçado observar que o número de mortos no Vietnã pelo exército americano (cerca de 2 milhões) foi o mesmo dos mortos na U.R.S.S. por Stálin.
Olga Benário era uma enviada desse regime. Veio com mais uma "cambada" de arruaceiros vermelhos prontos para trazer a "liberdade" para o Brasil. Que liberdade seria essa? A liberdade de morrer contestando o regime stalinista? É que talvez no Brasil o regime receberia o nome de Prestista, ou Benarista. Interessante também é o fato de que os argumentos necessário para o golpe que instalou a Ditadura Vargas em 1937 no Brasil, foram buscados justamente na tentativa frustrada dos comunistas. A organização vermelha foi tão "eficiente" que o golpe estourou em novembro de 1935 e já estava completamente controlado (com seus participantes presos ou mortos) em janeiro de 1936. Claro que as técnicas para confissão foram desumanas. Não concordo com isso. Mas também não concordo com as mortes que aconteceram com o conssentimento de Prestes e Olga Benário.
A questão que sempre é posta em discussão é o fato de que Vargas a mandou para a Alemanha. Já disse acima que concordo com essa atitude, e vou explicar o motivo. Olga era judia e comunista, procurada na Alemanha por crimes cometidos contra o Estado, havia tentado dar um golpe para desestabilizar a política brasileira, tinha Vargas como inimigo e ainda por cima queria tornar o Brasil um satélite da política soviética! Getúlio agiu corretamente. Qual objetivo teria ele em apoiar uma pessoa com esse perfil? Tudo bem, ele poderia tê-la matado aqui no Brasil, assim teríamos algumas fotos interessantes para olhar. Fotos essas que contariam o fim de uma pistoleira.
Ah, antes que eu me esqueça, Preste antes de morrer esclareceu completamente a questão do Queremismo? Só por curiosidade...

2 comentários:

vanessa disse...

Olga nas sociedades feministas, que ate então estavam em seu auge, representou acima de uma "comunista" um modelo “ideal” de mulher feminista que buscava seus objetivos.
mas como tudo que é extremista não da certo e nem é correto, Olga passa a ser mais uma prova disso, pois no entusiasmo de buscar um "mundo melhor” não vê as possíveis conseqüências que isso irá acarretar a sociedade como um todo.
O sociedade não quer ser mudada, extremismo, não pode levar a lugar nenhum, a questão é se buscar um meio termo, onde todos possam conviver bem em sociedade.
Concordo que Olga não foi a mulher “perfeita” que o filme mostra, mas sim uma feminista, em uma sociedade em crise.

Ferzinha Giacomini disse...

Concordo com a atitude de Vargas Che.. Em ter mandado Olga para a Alemanha.. (pouco sei de história, estou procurando correr atrás do tempo perdido.. faltei muitas aulas e nem em casa se quer conseguia pensar em fazer algo de bom).. Abraço Che..